A ALCATÉIA

22 de setembro de 2020
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1 min de leitura

Crimes bizarros acontecem na cidade de Curitiba e tudo indica que as mortes estranhissímas se tratam de rituais macabros de uma seita. A ALCATÉIA. Frente à investigação, está Flávio Patrezzi, da Homicídios, e o seu consultor, Alexandre Matsui, O Caçador.

Jovens desaparecem de suas casas deixando para trás os corpos de seus parentes, totalmente mutilados e marcados com fogo. Resta aos investidores descobrir o significado daquela marca (símbolo) e impedir que a seita faça novas vítimas.

Alexandre Matsui é a mistura de caça-fantasma com exorcista; logo no início do livro, vemos o que o médium é capaz de fazer, dando a uma alma a chance de descansar em paz. Flávio Patrezzi não é o tipo cético, mas é o contrapeso do livro, a parceria de ambos foi muito bem construída.

Em A ALCATÉIA temos um misto de mistério, terror, drama, suspense policial e muitas coisas sobrenaturais. É um livro incômodo. Não é o tipo de leitura que evolui aos poucos, levando o leitor ao ápice do horror. Nem ao menos faz muito mistério. O autor quis chocar. Ele descreve cenas absolutamente nojentas e incômodas logo de cara.

Mas o livro te deixa preso desde o início, a leitura é muito fluída e os personagens são bem construídos. A história foi muito bem escrita, de impecável revisão. Apesar das cenas incômodas, os personagens, muitas vezes, quebravam o gelo fazendo alguma piada e me fazia rolar de rir.

O leitor se depara com zumbis, entidades, demônios, rituais e mais uma ruma de coisas, mas não é confuso. Matsui e Patrezzi chegam a ir num “pedacinho do inferno” pra tentar resolver o mistério e o que se passa lá foi umas das coisas mais interessantes que li em um livro. Um pouco do passado  e das perdas de Patrezzi vêm a tona. Mais um ponto positivo para o autor, que deu profundidade aos personagens sem se estender muito.

Não posso deixar de elogiar também a edição da editora Pendragon, o livro é muito caprichado, com ilustrações e algumas páginas pretas, combinando totalmente com o conteúdo.

Depois de muita ação e sangue, o final do livro foi OK, não teve uma grande revelação ou reviravolta, mas supriu as expectativas. Vale  a pena conhecer a escrita do autor e dar uma chance pra novos nomes da literatura nacional.


AUTOR: Glauco S. J. FREITAS
EDITORA: Pendragon
PUBLICAÇÃO: 2019
PÁGINAS: 261


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Brena

Sou a Brena tenho 24 anos, sou formada em História e viciada em livros. "Onde se queimam livros cedo ou tarde se queimam homens." (Heinrich Heine)

14 Comments Deixe um comentário

  1. Eu gosto muito do aspecto suspense policial, porém o sobrenatural acabando tirando um pouco do brilho pra mim. Prefiro aqueles livros que te fazem pensar bastante em quem é o culpado e que no final não é nada daquilo que se pensava. Provavelmente esse não é um livro que entraria na minha lista, mas que bom que foi uma boa leitura pra você.
    Abraços

  2. Apesar de curtir um trilher/ suspense, quando envolve muito sangue, zumbis, cenas fortes, já não curto muito.
    Se choque era o sentimento que o autor queria despertar, provavelmente conseguiu

  3. Como fã assumida da nossa literatura nacional, gosto demais quando tenho a oportunidade de conhecer novos trabalhos!
    Eu gosto de livros assim, que incomodam pelos detalhes das cenas, de crimes.
    Fiquei meio apreensiva com a quantidade de assuntos colocados num livro bem curto,mas se não tem confusão, quero muito poder conhecer as letras do autor!!!
    Beijo

  4. Brena!
    Parece um livro bem no estilo que gosto com mistério, seres extraordinários, misticismo e com aprofundamento nas personagens, o que considero bem importante, porque assim podemos entender melhor a história e nos conectarmos com as personagens.
    cheirinhos
    Rudy

  5. Eu aaaamo suspense policial, porém sou muito medrosa para ler este livro, sou daquelas que fica impressionada com qualquer ventinho, rs. Meu sonho é um dia ler histórias nesse estilo, sem acordar com pesadelos na madrugada. Eu achei a capa lindíssima!

  6. Olá! Ai ai que essas cenas descritivas demais me tiram completamente da zona de conforto e são as que me afastam de livros como esse! Confesso que algumas partes da resenha me deixaram bem curiosa, mas não sei se isso será o suficiente para me fazer dar uma chance a leitura.

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