O ARCO-ÍRIS E O PRETO

27 de agosto de 2020
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1 min de leitura

O ARCO IRIS E O PRETO é um livro que se não tivesse me ganhado pelo conteúdo, teria com certeza me roubado uns bons momentos admirando a edição. Com desenhos lindos, que dão um charme todo especial aos poemas e outros textos, essa obra vem como uma enxurrada de verdades nuas que pousam sobre a pele com a delicadeza de um tapa, mas disfarçado quase que numa melodia.

Ele é um escrito brasileiro, que segue a linha de outros livros como o LIVRO DE RESSIGNIFICADOS, TEXTOS CRUÉIS DEMAIS PARA SEREM LIDOS RAPIDAMETO (resenha aqui) e OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA. Os textos são cirúrgicos e as palavras carregam em si uma força que permite ao leitor se sentir tocado e se reconhecer. É uma coletânea dividida em três partes sobre o ser mulher, sobre o saber se curar, sobre voz, lugar de fala, mas também sobre o amor, crescer e os medos que vêm junto. Enfim, sobre as diversas peças que compõem o quebra-cabeça infinito que chamamos de amor-próprio.

Nada é tão poderoso contra e a favor de você do que você mesmo.

O ARCO ÍRIS E O PRETO traz aquela maturidade para lidar com as situações, que é bem o retrato da desconstrução do conceito velado do sentir. Em outras palavras, ele prende no papel o que, por vezes, nos sufoca enquanto tentamos passar pelo turbilhão de sentimentos que nos afoga durante o processo desse “sentir”. Ele é um livro bastante curtinho, pouco mais de 70 páginas, com textos maiores e outros menores, que não passam de três páginas. Mas eu não recomendo ler todo de uma vez (ainda que ele tenha uma pegada bem fluida e fácil de ler). Ele é daqueles que precisa de uma pausa para respirar e digerir o que foi dito entre um texto e o outro.

É perfeitamente possível se ter em um ambiente um coração feliz e um coração doente. E, ainda que os contrastes sejam diferentes, a dor consegue passar despercebida.

Particularmente, o livro caiu como uma luva em tempo, conceito e espaço e é uma das leituras que guardarei com carinho. É daqueles que você recebe ao acaso, numa indicação sutil em meio a uma roda de conversa com amigos, e num dia qualquer se pergunta “por que não?”, e acaba se surpreendendo e sentindo um pouco bobo por não ter pegado para ler antes.


AUTORA: Anahí GABRIELLA
EDITORA: Pendragon
PUBLICAÇÃO: 2020
PÁGINAS: 80


COMPRAR: Amazon


Ana Lu

Meu nome é Ana, tenho 19 anos, estudo pra me tornar médica e sou apaixonada por livros desde pequena (não que tamanho seja algo de sobra). Escrever é como prender um pedacinho da alma no papel e quando não estou mergulhada nesse mundo tento ver o arco iris em meio às tempestades.

7 Comments Deixe um comentário

  1. Como eu sou fã demais das letras e tudo que elas nos fazem sentir, também já seria perdida pela capa e título desse livro! Ando gostando muito de me jogar nesse universo de coisas que nos fazem sentir paz e falar de sentimentos, é sentir paz.
    Estava numa vibe de livros pesados que estava me fazendo mal, aí optei por mudar completamente e ando gostando disso.
    Com certeza, é um livro que se tiver oportunidade, lerei e o principal, sentirei!
    Nossa literatura nacional é rica demais!!!!
    Beijo

    • Esse livro é uma das coisas mais lindas que já li. Ele tem aquela força sabe? Minha única tristeza é que ele é curtinho pq a vontade era ficar três dias tomando tapa na cara com as coisas que tem escritas nele

  2. Eu amo esse tipo de livro. Cheio de cores, de desenhos e de textos tão reais que te fazem questionar e muito! Já li Outros jeitos de usar a boca e Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente e gostei tanto, fiquei daqui querendo muito ler esse daí!
    Achei incrível esse quote: Nada é tão poderoso contra e a favor de você do que você mesmo. Sempre penso nisso. Quando quero algo, eu coloco na cabeça que vou seguir e faço de tudo pra que o resultado seja o que eu espero. Estou sempre a favor de mim, e isso é engrandecedor!
    Adorei a dica do dia, abraços.

  3. Ana!
    Leituas assim, viscerais, nos faz repensar vários conceitos e premissas em nossas vidas e entendo quando diz que temos de ler aos poucos, para ir dugustanto e assimilando cada significado, cada forma de ver e por qual quadrante estamos observando, algo mais profundo do que o óbvio.
    cheirinhos
    Rudy

  4. Olá! Além de histórias maravilhosas, reflexivas e inspiradoras, o livro traz também uma capa linda e um título para lá de curioso, que confesso foram os que mais chamaram minha atenção num primeiro momento. É o estilo de leitura que eu gosto bastante, por isso, sem dúvida vai sim para a minha lista.

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