A FABULOSA TERRA DE LÚMENS

4 de novembro de 2019
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2 min de leitura

Esta resenha foi originalmente publicada em junho deste ano, e a primeira edição de A FABULOSA TERRA DE LÚMENS é de 2014, entretanto autor e livro estão de casa nova, na Editor Crivo, aqui mesmo de Belo Horizonte, com nova capa e miolo revisado. Então nada mais justo do que republicar também a resenha. E sobre o quê é a história? Quando um velho guardião é assassinado, e as poderosas Pedras da Lua desaparecem misteriosamente, o caos se instaura na distante Lúmens. Inesperadamente então, um trio de estudantes comuns se descobre os novos Guardiões; incumbidos não somente de encontrar as Pedras desaparecidas, mas também impedir o enigmático Senhor das Máscaras de libertar todas as criaturas da noite, há séculos aprisionadas. E agora que a lendária Comissão do Astro conta com a ajuda de três garotos para vencer a guerra, muita coisa pode acontecer!

Luiza, Milo e Bernardo são três jovens que estão nos últimos dias de aula. Cada um deles, em tempos diferentes, receberam uma arma, ou um objeto, que simplesmente apareceram do nada: um arco e flecha para Luiza; uma espada para Bernardo; e um cordão com uma pedra branca para Milo. No último dia de aulas, antes das férias, os três encontram uma passagem mágica que os leva para a terra de Lúmens, como se fossem chamados por alguém. Com a morte do guardião das Pedras da Lua, a esperança recai sobre os três jovens, que são ajudados por um elfo chamado Henry e Netuno, um lobo negro.

Existem várias inspirações na narrativa, nos personagens e nos acontecimentos. As armas mágicas remetem diretamente ao desenho animado A CAVERNA DO DRAGÃO; os lobos e Lúmens lembram muito NÁRNIA; os seres mágicos, como dragões, ninfas e árvores falantes, levam até O SENHOR DOS ANÉIS; o inimigo, Senhor das Máscaras, remete a HARRY POTTER; e os vampiros, lobisomens, gárgulas a muitas outras obras. Isso, claro, não é um defeito, uma vez que todo esse conteúdo é muito bom de ser lido e cria uma familiaridade que é bem-vinda, evitando que o autor gaste páginas e mais páginas com explicações e descrições desnecessárias.

O trio de personagens também é bem recorrente, com Milo sendo o garoto introvertido, inteligente, tímido, que tem a solução para a maioria dos problemas; Bernardo sendo o garoto corajoso, forte, aventureiro, impetuoso, pouco inteligente; e Luiza a sensatez, a sensibilidade, aquela que traz o equilíbrio entre os dois garotos. E essa relação funciona muito bem, como em quase todas as outras obras do gênero.

Apesar de todos esses elementos conhecidos, vale elogiar o uso deles de forma equilibrada, além de uma construção de diálogos que conseguem dar vida aos personagens, sem parecerem forçados ou repetitivos. As batalhas são razoavelmente bem descritas, bem como os planos do vilão para impedir que os três garotos consigam reaver as Pedras da Lua. Mas a principal qualidade reside na amizade dos três garotos e na valorização do que é certo, do que é diferente, de como todos somos iguais e como, juntos, podemos enfrentar qualquer perigo. Ainda mais que a aventura foi escrita quando Tiago tinha apenas dezesseis anos de idade, o que também explica suas inspirações.

A FABULOSA TERRA DE LÚMENS é o primeiro livro de uma trilogia que utiliza de muitos elementos de fantasia que já conhecemos para construir uma aventura cheia de ação e surpresas, que acabam por se destacar devido à forma como são usados e ao carisma dos personagens. Isso, por si, já justifica uma leitura e coloca o livro acima da média.


AVALIAÇAO:


AUTOR: Tiago Leão BARBOSA
EDITORA: Crivo
PUBLICAÇAO: 2019
PÁGINAS: 258


COMPRAR: Editora Crivo


Carlos Barros

Sou o Carlos e tenho várias paixões, como livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

23 Comments Deixe um comentário

  1. Enquanto lia sobre as armas que o trio recebe foi inevitável lembrar de A Caverna do Dragão! Assim como as outras obras citadas. O que não é nenhum demérito. Ao contrário. Ter Todas essas inspirações e ainda ter sua própria identidade é algo muito bom.

  2. E lá vem literatura nacional de qualidade!Amo essa possibilidade de ficar conhecendo sempre novos trabalhos e novos autores e autoras.
    Ainda não conhecia nem o autor acima e nem o livro, mas fiquei lendo a resenha e imaginando esse enredo num filme. Adoro isso de jovens tendo que enfrentar seres como elfos, e sorri na parte das armas mágicas. Certamente em uma entrevista com o autor, ele falaria desta inspiração em Harry, Nárnia e Caverna do Dragão(só não vale propaganda de carro) rs
    Mas como gosto demais do gênero aventura/juventude, se tiver oportunidade, sim, quero poder conferir!!!
    Beijo

  3. Olá Carl!
    Confesso que não vejo todos esses clichês de fantasia como algo que beneficia a trama, uma vez que um leitor já familiarizado com o gênero pode encontrar certa lentidão para imergir numa história que entrega pouca originalidade. Mas é fato que os personagens parecem ser bastante carismáticos, e acompanhar o desenvolvimento do trio ao longo dessas aventuras é o que torna a obra prazerosa.
    Beijos.

  4. “Apesar de todos esses elementos conhecidos, vale elogiar o uso deles de forma equilibrada, além de uma construção de diálogos que conseguem dar vida aos personagens, sem parecerem forçados ou repetitivos” – Quando eu li isso, eu só conseguia dizer SIM!!!!
    Um livro pode ser cliche, pode ter algo batido, nada impede (até porque vende e é bem recebido), mas o que importa de fato é ele ter uma construção bem estruturada, sem que dê a impressão de ter sido escrito por um robô do raso caricato. Já li tanta coisa que tem uma fórmula por trás, mas que foi maravilhoso por não ter sido algo jogado ali, só pra vender. Ah, e o carisma ♡ não dá pra ler um livro sem carisma (ao menos eu não consigo).

  5. Oi, Carl
    Não conhecia o autor e nem o livro, é a primeira resenha que leio.
    A capa é belíssima!
    Como o dom da escrita é divino mesmo tão novo nos presenteou com um livro que tem tudo o eu gosto armas mágicas, vampiros, lobos entre outros seres que amo.
    Quero muito poder ler essa trama cheia de aventuras, ação.
    Obrigada por nos apresentar mais um livro nacional, beijos!

  6. Olá! Não conhecia o livro e já estava sentindo certa familiaridade com Caverna do dragão, antes mesmo de ler a referência (#medo). Mas como se trata de fantasia, um dos meus gêneros favoritos, já fiquei interessada, ainda mais conhecendo um pouco mais das inspirações do autor (fui fisgada pelo bichinho da curiosidade). E saber que temos aqui um autor nacional me deixou mais empolgada ainda, é muito bom, ver cada vez mais autores nacionais nos blogs que acompanho.

  7. Olá!
    Não tinha conhecimento dessa série ainda, mas gostei bastante da premissa e da sua review. Só de a narrativa lembrar Nárnia e Harry Potter sei que tem grande chance de ser uma leitura que me agrade.
    E nossa, fiquei surpresa em saber que o autor era tão novo assim quando escreveu essa história que parece bem criativa.
    Adorei a indicação 🙂

  8. Primeiramente, que capa linda! Lembrou o jogo Werewolf kkkkk’
    Agora quando fala que remete à Nárnia, Harry Potter e Senhor dos Anéis, você não precisa falar mais nada! Já me convenceu a ler. Eu tava precisando muito deu ma leitura assim no momento, acho q vou colocar no topo da minha lista de compras da black friday. Dá muita felicidade encontrar livros novos de autores brasileiros q eu não conhecia, estou ainda mais curiosa pra ler agora q sei q é uma trilogia. Obrigada por me apresentar esse livro! 🙂

  9. Carl!
    Mesmo muita coisa tendo antecedentes que lembram outros livros/filmes, acredito que o autor soube trazer personalidade própria a seus personagens, criando sua própria história que fortalece a am izade entre eles e os torna mais forte, foi a impressão que tive.
    Como goosto de ficção, gostaria de ler.
    cheirinhos
    Rudy

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