NOCTURNA

24 de outubro de 2019
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2 min de leitura

Castelos, reis e rainhas, espadas e vilões, a grande magia das fantasias está justamente nisso, a capacidade de criar um universo basicamente do zero e conseguir transmitir verdade e veracidade em cada capítulo, mesmo na ficção. NOCTURNA constrói uma narrativa comum, mas que surpreende pela força dos personagens.

Finn é uma Ladra. Desde criança foi ensinada que não deveria confiar nas pessoas, suas vontades não importam, no final é sempre alguém tentando controlá-la pelas suas habilidades especiais. Para se esconder da realidade, e de quem era, ela ganhou um poder único que a permitia se tornar qualquer pessoa.

Em um dia, enquanto executava um roubo peculiar, a anti-heroína conhece o Príncipe. Após ter o verdadeiro herdeiro do trono, seu irmão, enviado para o vazio, vivendo em uma queda eterna, Alfie está disposto a qualquer coisa para mudar o passado, mesmo que, para isso, precise ir atrás de feitiços e pessoas ruins.

E após uma reviravolta, que não vou entrar em detalhes para não dar spoilers, a Ladra e o Príncipe precisam se unir para evitar que o mundo mergulhe em Nocturna, uma noite eterna de caos, dominada pelo Deus das Trevas.

Escrito por Maya Motayne, NOCTURNA conta a história de um reino repleto de magia, em que cada Castellano nasce com um dom único. Por séculos, eles foram dominados pelos Inglésios, que controlavam seus poderes e eram repletos de privilégios. Depois de uma revolta, os Castellanos subiram ao poder e decretaram que a magia seria permitida para todos. Mas nada mais verdadeiro que a clássica citação de A REVOLUÇÃO DOS BICHOS de que “algumas pessoas são mais iguais do que outras”. Não entrarei em mais detalhes sobre isso, posto que não é um dos objetivos da obra, apenas um cenário apresentado.

Senti em alguns capítulos, certa semelhança com O SENHOR DOS ANÉIS, CORTE DE ROSAS E ESPINHOS e MAGISTERIUM, todos com algum elemento em comum e algo que parece que foi embasado. Ainda que a escrita de Maya não tenha problemas, senti que faltava algo, um “Q” a mais necessário para se apaixonar por aquilo e um aprofundamento a mais nas várias problemáticas que foram abordadas, porém não receberam desenvolvimento.

Não, não estou falando que a história é ruim, pelo contrário, como já disse, a construção dos personagens já é suficiente para que valha a pena dar uma chance. Acredito que o estilo da narrativa não combina comigo mais.

São 474 páginas repletas de sentimentos e reviravoltas, os fãs de fantasias vão se divertir, principalmente os que são apegados a algo mais young/infantil. Finn é uma personagem cativante e marcante e, pela primeira vez, os papéis foram invertidos.

É valido falar também sobre a edição da Editora Seguinte. A diagramação das páginas é simples, todavia a capa já é suficiente para entrar no ranking de “livros mais bonitos lançados”. Cores vibrantes e alegres, bem na vibe do que você encontra em NOCTURNA, mesmo com todas as tragédias e comoções que acontecem ao longo das páginas.

De uma maneira geral, não é um livro ruim. Pelo contrário, é até bom. No entanto, não o suficiente para dizer que marcou minha vida.


AVALIAÇÃO:


AUTORA: Maya MONTAYNE
TRADUÇÃO: Flávia Souto MAIOR
EDITORA: Seguinte
PUBLICAÇÃO: 2019
PÁGINAS: 474


COMPRAR: Amazon


Ayllana

Meu nome é Ayllana e dizer "amante de filme Trash" conta pontos positivos para mim, né? Hahaha Nos livros, encontrei quem eu sou. Nos filmes, quem eu gostaria de ser . Nos jogos, a inspiração para continuar tentando mesmo depois de vários GAME OVER. Uma nerd de natureza, vejo nas palavras uma forma de expressar um pouco de mim para vocês. Sejam bem-vindos!

16 Comments Deixe um comentário

  1. AYLLANA!
    Entendo seu ponto de vista, afinal ma pena ver um livro que poderia ter um enredo bem desenvolvido, porque o plot chama atenção, se tornar uma mera cópia feita de uns outros bem desenvolvidos…
    Fiquei muito curiosa, mesmo com todas as ressalvas que fez sobre os fatos do livro.
    cheirinhos
    Rudy

    • Sim sim, é muito isso.
      Uma narrativa com vários aspectos únicos, mas que em dados momentos, parece que preferiu se prender à uma zona de conforto previsível, assertiva, do que se arriscar e tentar algo único. É uma pena, tinha muito potencial.

  2. Enquanto lia a resenha percebi também certas semelhanças com A Rebelde do Deserto e A Rainha Vermelha.
    O universo da história é novo mas o enredo nem tanto.
    Será que a história suficiente para 3 livros?

    • Grande questão!
      Mas na verdade, se a gente parar para ver, grande parte das distopias/fantasia/ficção de hoje em dia te um mesmo padrão, são os detalhes que fazem toda a diferença. História eu até acho que tenha, é uma narrativa bem rica. Porém, ao menos para mim, não serão minhas prioridades.

  3. Nem sempre o que é comum é ruim, felizmente!!!
    E pelo que li acima, o livro cumpre bem o que veio trazer, fantasia, aventura e personagens carregados de força.
    Finn carrega um peso grande nos ombros,mesmo aparentando uma força imensa. Não acreditar em ninguém, não confiar em ninguém e ao mesmo tempo, ter que confiar!
    Pode até ter um pouquinho de muitos enredos, mas com certeza, quero demais este livro.
    A capa e a diagramação parecem realmente ser belíssimas!!!
    Beijo

    • Sim sim.
      O que foi proposto, foi resolvido. Embora a história tenha muita semelhança com alguns mais populares do estilo, a “mitologia” é peculiar em diversos aspectos. Se você gosta do estilo, com certeza vale a tentativa!
      Beijinhos

  4. Essa capa é realmente linda. Eu adoro distopias, desde que tenham seu mundo muito bem criado. Como os personagens foram muito bem descritos acho que vai valer a pena, ainda mais que tem algo de Corte de Rosas e Espinhos. E agora, com esses papéis invertidos, onde a ladra acaba sendo a mocinho deve ser bem interessante de ler. Fiquei curiosa para conhecer os Castellanos e os Eglésios.

    • Acho que você vai gostar!
      A inversão não é bem essa, está mais para a vibe da mocinha que é o príncipe encantado e herói da própria história. Não vou contar mais para não perder a graça rs.
      Depois conta para a gente o que tu achou!

  5. Olá!
    Gostei bastante da capa, nela tem cores bastante vibrante como você diz e com certeza chamaria bastante atenção. A trama é bem envolvente, me deixou um tanto curiosa por ela. Não sou muito de ler fantasia mas quero mudar isso ai, esse talvez eu leria para conhecer esse mundo.

    Meu blog:
    Tempos Literários

    • Oiii, a capa é muuuito linda mesmo!
      Já que quer se aventurar no gênero, só vai, espero que goste!
      Depois conta para a gente o que achou.
      Beijinhos

  6. Olá Ayllana!
    Confesso que já estou começando a enjoar dessas fantasias pré-fabricadas, que nada entregam de original. Tudo desse mundo criado por Montayne já foi visto em outras séries do gênero, mas mais famosas às que ainda estão ganhando atenção, logo fica difícil engolir esse plot de jornada pessoal da protagonista para salvar o mundo. Por outro lado, a história se distancia do superficialismo e consegue cativar pela ótima caracterização tanto dos personagens quanto do universo em si.
    Para os leitores mais novos que ainda não tiveram contato com muitas obras de fantasia, contudo, tenho certeza que o livro será satisfatório.
    Beijos.

    • Nossa, se pudesse descrever o que senti por um comentário, sem sombra de dúvidas, seria o seu.
      Sabe quando você já leu tanto um gênero, que os clichês – que acho que são super válidos em alguns casos -, se tornam redundantes?
      É exatamente isso. Não que história seja ruim, longe disso. A construção dos personagens é bem interessante.
      Só não é um livro que tem aquele Q a mais que te faz pensar, “nossa, mudou minha vida”.

  7. Olá! Essa capa chama bastante à atenção de tão linda, e confesso que foi a primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro (#soudessas), logo estou bem empolgada com o enredo, deu para perceber que vai ser uma aventura e tanto hein, não sou lá muito fã de ter que aguardar por continuações, mas pelo jeito acho que não terei muita escolha #sóvem

    • #nãovouestarcriticando
      Essa sou eu, grande parte dos meus livros, a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa, e só bem depois, a sinopse kkkk. E confesso que foi o que me atraiu em primeiro instante também em Nocturna.
      Só vai menina, espero que goste!

  8. Realmente é um dos livros mais bonitos lançados, uma pena não ser perfeita a história. Esse “Q” a mais que faltou pra você, me fez não querer ler por enquanto rsrs.

    • Nossa, essa capa tá surreal!
      Eu não sei, sabe… sou a pessoa que se prende a histórias que me marcaram, e são esses os livros que eu recomendo de olhos fechados. Acho que tem tanta coisa boa por aí, a gente tem que se arriscar sim, até porque opinião é algo bem subjetivo e individual. Porém, acho que se não te agradou mesmo, aproveita e vai conhecer outras histórias. Que nem eu disse, tem muita coisa legal que merece nosso tempo, e as vezes é ignorado pq não foi lançado por uma editora famosa.

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