31 de julho de 2019
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E SE FOSSE A GENTE?

E SE FOSSE A GENTE é o fruto da parceria entre os autores Becky Albertalli e Adam Silvera, lançamento da editora Intrínseca e muito aguardado pelos fãs da autora, que amaram COM AMOR SIMON e esperam a mesma representatividade, pois também se trata de um romance LGBT.

Arthur é um garoto de 16 anos que embora more na Geórgia está passando uma temporada em Nova York e vê tudo com olhos de turista. Mora com os pais, no apartamento emprestado de seu tio, e está estagiando em uma filial da empresa da mãe, e o seu trabalho parece ser bem chato, como comprar café para alguém na rua (dramas de gente rica). O que parecia ser mais um dia de trabalho qualquer, muda completamente quando ele resolve parar em uma agência dos correios e, estupefato pela beleza do lugar, acaba esbarrando em um garoto. Um garoto bem charmoso até.

Ben, o garoto charmoso, está carregando uma enorme caixa. A caixa do término. É assim que ele denominou uma caixa de papelão contendo todas as coisas (presentes) que o faziam lembrar o seu ex, Hudson. Arthur então tenta puxar assunto com o garoto e acaba descobrindo que, assim como ele, Ben também é gay. Porém esquece de perguntar o seu nome. Depois de poucos minutos de conversa, Arthur se distrai, e acabam se separando. E ele nem ao menos pediu o telefone daquele garoto. A única pista que possui é o nome do ex-namorado dele que ficou na etiqueta no lixo do Correios.

Os capítulos são narrados intercalando os dois personagens. Focando em como ambos procuraram se reencontrar e o desenrolar dos acontecimentos. A construção dos personagens foi bem feita, creio que Backy tenha escrito um ponto de vista e Adam o outro. Há diferenças e semelhanças entre eles. Quanto aos personagens secundários, foram bem desenvolvidos. Dylan, o melhor amigo de Ben, para mim, foi o melhor personagem, dono de um senso de humor incrível.

Ambos protagonistas tem pais que os apoiam e amigos héteros que não se afastaram deles depois que assumiram a homossexualidade. Embora hajam, sim, momentos que eles enfrentaram preconceito na rua.

O que torna o livro diferente é o humor, a escrita de Becky é assim, bem fluída e gostosa de ler, arrancando sempre uma risada do leitor.

O final pode desagradar algumas pessoas, eu por exemplo esperava um outro desfecho. Nesse ponto, eu preferi COM AMOR SIMON. Mas tem um bom potencial para ser escrito um spin-off ou continuação. Eu leria absolutamente qualquer coisa que Becky escrevesse.


AVALIAÇAO:


AUTORES: Becky ALBERTALLI  é psicóloga, o que lhe proporcionou o privilégio de trabalhar com muitos adolescentes inteligentes, estranhos e irresistíveis, e por sete anos foi orientadora de um grupo de apoio em Washington para crianças com não conformidade de gênero. Mora em Atlanta com o marido e os dois filhos. Simon vs. a agenda Homo Sapiens é seu primeiro livro. Adam SILVERA nasceu e cresceu no Bronx. Ele era livreiro antes de entrar no ramo editorial infantojuvenil, e já trabalhou em uma empresa de desenvolvimento literário, um website de escrita criativa para adolescentes e como crítico de romances infantojuvenis e de jovens adultos. Ele é alto, por nenhum motivo aparente, e mora na cidade de Nova York.
TRADUÇAO: Viviane DINIZ
EDITORA: Intrínseca
PUBLICAÇAO: 2019
PÁGINAS: 352


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Brena

Sou a Brena tenho 24 anos, sou formada em História e viciada em livros. "Onde se queimam livros cedo ou tarde se queimam homens." (Heinrich Heine)

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