A RAINHA VERMELHA

8 de setembro de 2018
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2 min de leitura

A obra é cheia de diversos clichês, já desenvolvidos em outras histórias com a mesma temática, e, apesar disso, a autora consegue inovar e prender o leitor com muita facilidade. Durante a leitura, você consegue ver aspectos já usados em JOGOS VORAZES, DIVERGENTE e A SELEÇÃO e, a principio, fiquei com um pé atrás, por achar que seria mais do mesmo. Felizmente, a história tem diferenciais fantásticos.

Ela se passa no ano de 320 da Nova Era, e a sociedade é separada pela cor do sangue: prateado e vermelho. Os que possuem sangue vermelho são comuns, trabalhadores humildes, soldados, vítimas de uma monarquia que não se importa com pessoas comuns. Os com sangue prateado desenvolveram poderes e são da elite. Nobres, cruéis. Deuses. A distância social em que estes dois grupos se encontram é gritante e muito bem desenvolvida em todo o livro.

Mare Brarrow, uma adolescente de sangue vermelho, sabe que seu destino é o recrutamento para uma guerra, que dura mais de um século e não tem previsão de fim. Seu destino é este e ela não pensava em fugir dele até descobrir que seu amigo, Kilorn, também irá para guerra, uma vez que seu mestre morreu antes que completasse seu treinamento. É neste ponto que vemos o desespero da garota para salvar seu amigo de um destino que só terminará de um jeito: com sua morte.

Determinada a salvar seu amigo e a si mesma, ela precisa juntar dinheiro suficiente para comprar a liberdade de ambos. Após algumas reviravoltas, Mare acaba dentro do castelo. Não apenas como uma servente, mas como uma prateada. Diferente dos demais vermelhos, ela é uma incógnita e uma possível vantagem para o rei que está sofrendo ataques rebeldes da Guarda Escarlate.

Dentro da elite e prometida ao príncipe Maven, Mare vê o mundo prateado de perto e percebe que o lema “Força e Poder” tem tudo haver com estas pessoas. Neste mundo não há lugar seguro. Ninguém é confiável. Em meio a tudo isso, nossa personagem principal consegue ajudar a Guarda Escarlate com seus planos, porém se esquece que no mundo prateado todo mundo trai todo mundo.

O foco principal do livro é a revolta da personagem e da Guarda Escarlate contra a monarquia, que trata a população de sangue vermelho como escória. Há um triangulo amoroso entre Mare e os dois príncipes que tem uma grande importância para a história, mas romance não é o foco do livro. Ao contrário da trilogia A SELEÇÃO, onde senti muita falta da parte política que serve como pano de fundo para a história, mas que é muito pouco desenvolvido, aqui encontramos o oposto. Mare quer lutar por seu povo e somos levados para esse mundo da rebelião contra a monarquia.

A RAINHA VERMELHA é um livro cheio de ação, violência e reviravoltas. Ao concluir a leitura, senti que minhas dúvidas foram sanadas e as falhas que imaginei existirem na história foram reveladas parte de uma trama maior. Esta edição de colecionador da editora está maravilhosa, com paginas de gramatura maior, capa dura, jacket e vários desenhos em tom de vermelho distribuídos pelo livro.


AVALIAÇÃO:


AUTORA: Victoria AVEYARD cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.
TRADUÇÃO: Cristian CLEMENTE
EDITORA: Seguinte
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 448


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Natalia

Natália, sou paulistana, viciada em histórias de suspense e romance. Apaixonada por livros, musica, séries e pelo mundo da escrita.

11 Comments Deixe um comentário

  1. A Rainha Vermelha foi meu primeiro contato com a distopia. Até então só tinha lido YA. É pra minha surpresa curti muito.
    Quando li RV não tinha lido JV A Seleção e Divergente. Então não notei as similaridades existentes entre eles. Isso, pra mim, nunca foi problema até porque é comum acontecer essas similaridades.
    Além de ter sido minha primeira distopia também tive minha primeira decepção literária com um personagem. Entendedores entenderão….

  2. Como não li A Seleção, não pude fazer comparações(ufa).rs por isso, adorei de verdade este primeiro livro.
    Acabei lendo já tem um tempinho, na primeira versão(com a capa cinza,aliás, linda também) e me apaixonei por Mare e os príncipes.
    Claro que já andei lendo algumas resenhas dos livros seguintes,mas não tirou em nada o mérito da história e do enredo que a autora desenhou.
    Leitura super recomendada!
    Beijo

  3. Esse livro já me recomendaram. Parece ser muuuito bom. Quero pegar emprestado e ler logo logo. Ainda tem essa resenha que me deixa com mais vontade de ler… aiai

  4. Sempre me interessei pela história de A Rainha Vermelha!! O que me chamou mais atenção foi a questão da amizade, que Mare vai salvar seu amigo. Isso é uma prova de amizade muito grande, e eu gostei disso ser abordado em um livro!! E a questão da política também é um ponto bem interessante. Não é sempre que vemos uma história assim.

  5. Conheço a história, mas nunca foi algo que tive vontade de conhecer.
    A edição realmente está super bonita e eu teria esse livro somente para deixar na estante e olhar pra ele (talvez um dia eu daria uma chance).
    Acho bem legal essa disposição de história e o não foco no triângulo amoroso de sempre, mas sim na força de vontade de ajudar um amigo e seu povo contra uma monarquia estúpida.
    Adorei as fotos e esse contrate do vermelho com o verde da grama!!

  6. Olá! Gosto muito de distopias e confesso que já li todas essas citadas, menos A Rainha Vermelha (#vergonha), muito bom saber que apesar de trazer a mesma base, a história consegue surpreender de maneira positiva. Essa edição está realmente maravilhosa, espero conferir toda a história o mais breve possível.

  7. Eu amooo esse livro, ele tem uma leitura que te prende do começo ao fim apesar de em algumas partes você ficar confusa mas isso e sanado em outros momentos.Essa nova edição ficou bastante legal e creio que as ilustrações dentro dela deixem os fãs da série um tanto contentes por colocar as cenas descritas por a autora em cenas posta em uma imagem o que pode cativar ainda mais a leitura do livro.

  8. Oi Natália!
    Eu tenho a outra edição mas ainda não li, preciso me organizar melhor pra conferir, esta nova edição está linda demais, eu adorei.
    bjs!

  9. Oi, Natália!
    Gostei muito dessa nova edição de A rainha vermelha, adoro um bom livro de distopia principalmente quando tem uma mistura de Jogos Vorazes e A Seleção que são livros que são os meus queridinhos!! Tenho o primeiro e o segundo livro e quero muito começar a fazer a ler essa série.
    Bjos

  10. Infelizmente até agora o único livro que eu li essa série foi o primeiro que Devorei em questão de dois dias mas eu achei essa edição de colecionador simplesmente linda espero que lancem o resto da série nesse formato

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