ATÉ O ÚLTIMO DE NÓS – MAIS DO MESMO?

23 de março de 2025
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2 min de leitura

Claire Matchett vive uma crise séria no casamento e está muito cansada por causa da rotina de cuidar dos dois filhos. Com as férias se aproximando, ela vê uma chance de recuperar a proximidade com o marido e ter um descanso da vida cansativa que leva. Junto com dois casais de amigos, eles planejam passar uma semana em uma pousada confortável, que fica longe de tudo e cercada pela natureza.

A apenas três quilômetros do lugar, o carro de Claire para de funcionar numa estrada deserta e sem sinal de celular. Por causa disso, os casais precisam continuar o caminho andando. O problema é que no meio da floresta, encontrar o caminho certo não é tão simples como eles imaginavam. Depois de algumas horas andando, o grupo percebe que está perdido.

Conforme entram cada vez mais fundo na mata, começam a sofrer ataques estranhos, um de cada vez. A tensão cresce enquanto tentam entender se estão sendo perseguidos por algum animal ou pessoa perigosa, ou se o perigo está dentro do próprio grupo. A história continua com muita tensão, colocando os personagens no limite da sobrevivência. Logo fica claro que apenas um deles vai conseguir voltar vivo para casa.

O livro “Até o Último de Nós” consegue ser diferente de outros livros da autora, mesmo usando um estilo parecido. A autora cria situações entre os personagens que guiam o leitor em uma direção, mas no meio da história tudo muda e a conclusão não é o que se espera.

A grande virada da história neste livro não acontece de maneira repentina como em outras obras da autora. Aqui, a surpresa é mais leve, construída pouco a pouco até chegar ao fim do livro. Apesar disso, como acontece em outros livros dela, é preciso aceitar certas situações um pouco irreais ou convenientes para seguir com a história sem questionar muito.

Na minha opinião, o livro tem dois pontos principais, um positivo e um negativo. O ponto negativo está no comportamento dos personagens, que algumas vezes agem de maneira pouco inteligente, sem pensar muito sobre como poderiam se salvar. Algumas situações parecem forçadas para que a história aconteça do jeito que a autora quer. Apesar disso, a escrita é tão leve e envolvente que, no final, acabamos aceitando esses detalhes.

O ponto positivo é o casal principal, Claire e Noah, que já estão casados há vários anos e vivem uma crise que parece impossível de resolver. A viagem parece mais uma despedida do que uma tentativa real de melhorar a relação. Porém, conforme os ataques acontecem, o casal começa a demonstrar pequenos gestos de carinho, se aproximando aos poucos e mostrando que ainda se amam. Foi agradável acompanhar a reconciliação gradual do casal, o que também aumenta a expectativa sobre se ambos vão sobreviver até o fim.

Até o Último de Nós” consegue trazer algo novo comparado aos outros livros da autora, apresentando personagens um pouco diferentes, mas mantendo a capacidade de entreter o leitor. Como em outras histórias dela, o melhor é aproveitar a leitura sem questionar demais as situações apresentadas, curtindo as surpresas e o suspense até o final.


AVALIAÇÃO:


AUTOR: Freida McFadden
TRADUÇÃO: Roberta Clapp
EDITORA: Arqueiro
PUBLICAÇÃO: 2025
PÁGINAS: 224
COMPRE: Amazon

Carlos Barros

Sou o Carlos e tenho várias paixões, como livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

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