10 de fevereiro de 2021
por

RODA GIGANTE

Demorei duas semanas na leitura de RODA GIGANTE e tenho certeza que ainda precisarei de uns bons anos pra entender completamente o que Rique Ferrári tem a dizer. Com palavras, às vezes, sutis e, às vezes, um pouquinho complicadas, ele traz um pouco de suas vivências enquanto tenta organizar sua versão sobre a roda da vida. O livro em si lembra uma coletânea de epifanias, seguindo um pouco a linha tão conhecida dos poemas de Clarice, e com um charme que encanta desconhecidos, mas acredito que se torna ainda mais brilhante para quem conhece o autor.

As páginas dos livros que misturam versos curtos e longos são um convite a quem se interessar por ilustrar o que vem à mente durante a leitura, ou mesmo na pós leitura dos poemas. E por falar em pós-leitura, esse livro me tomou um tempo um pouquinho maior do que os outros do gênero que costumo ler. Em alguns casos porque precisei fazer várias pausas para compreender algumas palavras, mas na maioria porque mesmo depois de construir o sentido do que o autor diz, ainda passamos algum tempo explorando os milhões de significados que podemos encaixar nas histórias.

Por mais curioso que os poemas em si sejam, também fui completamente conquistada e convencida a ler o livro no prefácio, escrito por Waldemar José Solha que, para roubar uma definição, explica o termo ouroboros, como uma representação do crescimento pessoal por meio do autoconhecimento, que é bem o conceito do livro. A capa me convidaria a procurá-lo na seção de livros infantis, mas o conteúdo, com certeza estaria na seção “livros para serem lidos pelo menos umas cinco vezes na vida” (acredito que já está passando da hora de oficializar essa categoria de livros nas livrarias, inclusive).

RODA GIGANTE é um convite para um café, durante uma viagem em que você se torna carro, condutor e a própria estrada, e como toda estrada, tem locais estreitos e largos, curvas e retas, encontros e fugas (consigo mesmo e com o entorno), e um belo descobrir do nascer do sol no horizonte.


AUTOR: Rique FERRÁRI
EDITORA: Penalux
PUBLICAÇÃO: 2020
PÁGINAS: 65


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Ana Lu

Meu nome é Ana, tenho 19 anos, estudo pra me tornar médica e sou apaixonada por livros desde pequena (não que tamanho seja algo de sobra). Escrever é como prender um pedacinho da alma no papel e quando não estou mergulhada nesse mundo tento ver o arco iris em meio às tempestades.

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