A INCENDIÁRIA

3 de julho de 2018
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burning paper

Andy e Vicky participaram de uma experiência de uma organização chamada “A Oficina“. Eles aceitaram, basicamente, por causa de 100 dólares que ganhariam, pois não estavam em uma boa situação de vida. Deixando claro que, quando participaram dessa experiência, eles ainda não se conheciam, mas após algum tempo, eles se apaixonaram e trouxeram uma menina ao mundo, que não será uma criança normal.

Os pais ficam assustados com o poder da filha, não tem nada de divertido e simples. Charlie, simplesmente, tem poderes de fogo. No caso, ela é pirocinética. Como é apenas uma criança, ela não consegue controlar e nem entender o que acaba fazendo com a casa e as pessoas ao seu redor. Em certo momento, ela acaba queimando as mãos de sua mãe, ou colocando fogo no seu próprio berço. Os pais não conseguem ter sossego e vivem com medo de alguém vir atrás deles e de Charlie.

O inesperado ocorre não muito tempo depois. Pai e filha vivem de um lado para outro sem dinheiro e sem transporte. Eles ficam rodando e dependendo de pessoas que lhes cedem ajuda no caminho para qualquer lugar. O que ele precisa é colocar o máximo de distância entre eles e os perseguidores da Oficina. Os dois conseguem chegar até uma casa no meio do nada, mas, infelizmente, são encontrados e, nesta cena, podemos ver o quão destrutivo é o poder da pequena Charlie.

Os livros do Stephen King são ótimos, com capítulos curtos, sendo alternados entre os personagens sem muita enrolação. Contudo, nesta leitura, fiquei um pouco decepcionada, pois não traz muitas novidades. Quando descobrimos todo o motivo de estarem atrás dos dois, a leitura se torna arrastada, sem grandes novidades e afins.

A relação entre pai e filha é bem definida no decorrer da leitura. A preocupação que os dois tem com o bem-estar um do outro é algo significativo. Andy não entende muito seu poder, mas consegue controlar. Infelizmente, se utiliza muito, fica fraco, sem conseguir fazer muita coisa para ajudar os dois. Charlie tem consciência que seu poder pode fazer muitos estragos e fica muito abalada e triste quando vê todo o estrago que causa ao redor e, principalmente, quando essa destruição chega até pessoas amigas que os ajudaram.

Na minha opinião, esse livro poderia ter sido mais desenvolvido. Claro que muitos vão dizer que King é um rei no terror. Já li outros livros do autor e esse não foi um dos meus favoritos ou prediletos. O final deixa a desejar, sem grandes alardes ou algo para ficar marcado na nossa mente.

A edição está impecável, sendo o quarto volume da Biblioteca Stephen King. O livro com capa dura, com alto relevo, como os anteriores, e algumas páginas “imitando” papel queimado, dando um exemplo ao título da obra, a editora Suma das Letras está fazendo um trabalho impecável e espero que lancem novos livros do autor para essa biblioteca. Concordam comigo que todos esses livros ficaram lindos na estante?

A INCENDIÁRIA mostra muito no início e no final deixa a desejar, tanto no meio da leitura para o final, quanto nos diálogos, textos longos e muito descritivos. Sei que o autor trabalha dessa maneira descritiva, mas nesta leitura, todas essas descrições atrapalharam no andar da história. Mais um livro do renomado King que mostra que sabe trabalhar em vários gêneros, não apenas no terror.


AVALIAÇÃO:


AUTOR: Stephen KING era um leitor fanático dos quadrinhos EC’s horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar. De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como “The Mangler” e o romance “Roadwork” (como Richard Bachman).
TRADUÇÃO: Regiane WINARSKI
EDITORA: Suma
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 448


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Larissa

Sou a Larissa, sou louquinha, alegre, muito difícil me encontrar de mau humor, apenas quando passo a manhã sem comer nada, apenas desse modo, kkkkkk. Os livros são parte da minha vida há 5 anos, então já li bastante, mas como sabem, ler nunca é demais e sempre acrescento mais leituras. Sou estudante de Recursos Humanos, contudo o sonho é cursar Jornalismo e sou resenhista em alguns blogs. Prazer, Lari.

1 Comment Deixe um comentário

  1. Gostei da trama, ainda não li, mas quero muito.
    Parece ser bem interessante e diferente, e essa relação de pai e filha parece ser bem bonita.
    Eu morro de vontade de ler os livros do King, mas morro de medo também!
    Então, creio que esse seja melhor pra mim, por não ter terror envolvido!
    A capa está incrível.
    bjs

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