em LIVROS, RESENHA

TERRA DAS MULHERES – UMA UTOPIA PARA QUEM?

Publicado pela primeira vez em 1915, “Terra das Mulheres” mostra como seria uma sociedade utópica composta unicamente por mulheres. Mas antes do leitor encontrar a suposta maravilha dessa utopia, terá de acompanhar três exploradores ― Vandyck Jennings, o narrador; o doce Jeff Margrave; e Terry O. Nicholson, o machão ― e suas considerações sobre esse país misterioso.

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em LIVROS, RESENHA

AMOR SOB PROTOCOLO – DELICADEZA E REPRESENTATIVIDADE

Jade Victorino precisa de um milagre financeiro. Formada em Relações Internacionais e trabalhando num emprego que não gosta, seu sonho é ingressar na pós-graduação e, um dia, se tornar docente. O único problema? Ela não consegue pagar a altíssima mensalidade. Já Dominic Salvatierra não pode ser deportado. Após anos trabalhando como professor universitário no Brasil, corre o risco de perder seu visto de trabalho por mudanças na legislação. Ele precisa se manter no país ou voltará para a República Dominicana…

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em QUADRINHOS, RESENHA

PIGMENTO – FALTOU FLUIDEZ E CONEXÃO

Clarice é uma jovem tatuadora que não consegue se tatuar. Há algo de misterioso no fato de a tinta não se fixar em sua pele. Um dia, conhece Lívia, uma restauradora de livros, e desse encontro nasce uma relação que mudará a vida de ambas. Em um universo feito de tinta e símbolos, repleto de referências (de Emil Ferris a Virginia Woolf, de René Magritte a Ana Cristina César, de Carl G. Jung a Paul B. Preciado), Aline Zouvi tece…

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em LIVROS, RESENHA

A AMIGA MALDITA – A FORÇA QUE AS MULHERES ENCONTRAM EM SUAS CONEXÕES

Às vezes, ao terminar uma leitura, ficamos na dúvida sobre como classificá-la ou, para alguns, como avaliar o livro. Lá pela página 60 de “a amiga maldita”, eu já sabia quantas estrelas daria ao livro (mesmo antes de chegar ao final, sim, isso mesmo, eu sou uma pessoa ansiosa). Gosto de pensar que minhas avaliações geralmente se baseiam na experiência emocional que a obra me proporciona, e não nos aspectos técnicos, porque, convenhamos, quem sou eu para isso? Como uma…

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em MATÉRIAS, SEÇÕES

O ATO POLÍTICO DE NARRAR O DESEJO FEMININO

Eu gosto de escrever desde que me entendo por gente. O ser gente mulher chegou cedo para mim, um despertar precoce para as dores e as alegrias da existência. Mas assumir que gosto de escrever foi um processo mais lento, como se a escrita precisasse esperar sua vez, se insinuando até ocupar o espaço inteiro. Hoje, estou dominada por uma vontade incontrolável de escrever. Meus pensamentos, sempre barulhentos, transbordam, brigando por espaço para fora de mim. Por isso escrevo. E…

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em LIVROS, RESENHA

O MASSACRE DA FAMÍLIA HOPE – QUANDO AS RESPOSTAS SURPREENDEM

Estou escrevendo sobre “O massacre da família Hope” minutos após virar sua última página. Normalmente, eu espero. Deixo a história destilar, reorganizar-se dentro de mim. Mas não hoje. Hoje, escrevo no impulso, porque esse livro não merece uma análise “sóbria” de ideias. Riley Sager me fez sentir no ápice, e escrever agora é o gesto mais honesto que posso oferecer como leitora. Afinal, um thriller com tanto suspense e um desfecho tão surpreendente não pode ser resenhado sem paixão.

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