ANO UM

2 de janeiro de 2020
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2 min de leitura

Na virada do ano, durante uma caçada a faisões, nos arredores de Londres, uma praga misteriosa é libertada. Nos meses seguintes, o vírus infecta e mata mais de 2 bilhões ao redor do mundo. Quem não morre é considerado imune, e desses, a maioria possui poderes mágicos de diferentes tipos. O governo decadente resolve capturar os que não morreram para tentar descobrir uma forma de vencer o vírus, enquanto grupo de extermínio caçam os que possuem poderes, porque acham que a culpa da tragédia é deles.

Os capítulos de ANO UM são alternados entre grupo de personagens: Lana e Max são bruxos em evolução de seus poderes e resolvem sair de Nova York para buscar um local mais seguro; Arlys é uma jornalista e amiga de Fredinha, uma fada, e que tem como informante o hacker Chuck; Rachel é uma médica que conta com a ajuda de Jonah, um paramédico que consegue prever a morte das pessoas, para ajudar Katie, uma mulher que deu à luz a gêmeos e que ainda adota uma terceira criança.

Os três grupos estão em movimento, fugindo da violência e da morte que ronda as ruas, com a esperança de encontrarem um local onde fiquem a salvo. Nessa jornada, acabam por descobrir que existe a notícia da vinda de uma Escolhida, que será capaz de dar fim à tragédia que assola a humanidade.

A história de ANO UM, o primeiro livro de uma série, se concentra nessa viagem, no que acontece nela, como conseguem chegar a um destino, o que existe nesse destino, no que precisam fazer para se manterem e na conclusão. Eu não conhecia a escrita de Nora Roberts, este é o primeiro livro que leio da autora, e não sei se seu estilo é o mesmo nos demais livros, mas não consegui sentir nada pelos personagens, além da trama não trazer nada de novo. Os diálogos são superficiais e a descrição do que acontece é frio, distante, com um tom quase infantil, como se os personagens não sofressem realmente pelo que está acontecendo, como se estivessem anestesiados. Assim, eles demonstram sentimentos, mas quando o fazem, é de maneira tão rápida, que parece não se importarem.

Apesar de existir um clima propenso para a ação, são poucos os trechos em que algo acontece, e mesmo assim, quando acontece, é rápido e pouco explorado. Noventa por centro da história é centrada em relacionamentos que não evoluem a trama e que parecem funcionar apenas para encher as páginas. Aos poucos, isso cansa, e a sensação que fica é a de querer terminar logo e partir para uma nova leitura. Nem mesmo a parte de fantasia é suficiente para entreter, porque ela parece deslocada dentro da trama, parece forçada.

ANO UM prometia algo cheio de ação, de mistérios, uma mistura de magia com tecnologia em um mundo decadente. Mas entrega um episódio ruim de Walking Dead misturado com a parte fraca de Harry Potter, sem nada de novo ou que me convença a continuar a série.


AUTORA: Nora ROBERTS
TRADUÇÃO: Simone Lemberg REISNER
EDITORA: Arqueiro
PUBLICAÇÃO: 2019
PÁGINAS: 400


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Carlos Barros

Sou o Carlos e tenho várias paixões, como livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

10 Comments Deixe um comentário

  1. Eita lelê!rs
    Eu gosto muito da versatilidade de Nora. Ela consegue passear em vários seguimentos da literatura e mesmo assim, ser linda em todos!
    Confesso que esta é a primeira resenha negativa que leio desse primeiro livro. E até li que o segundo livro é melhor ainda do que este primeiro!
    Mas livro é realmente questão de gosto. Misturar TWD e Harry talvez não tenha sido uma boa ideia!
    Mas mesmo assim se tiver oportunidade, quero conferir!
    Beijo

  2. Curto a escrita da Nora. Ela se aventura por muitos gêneros literários. Já li romance contemporâneo e thriller dela.
    Mas parece que Fantasia não é o gênero dela. Espero que os demais livros da série melhorem mais.

  3. Oi, Carl
    Não conheço a escrita da autora.
    Como ela escreve alguns gêneros tenho vontade de ler seus thrillers.
    Essa é a primeira crítica negativa que leio desse livro, obrigada por ser sincero.
    Assim que tiver oportunidade quero ler e ter minha opinião a respeito desse livro.
    Beijos

  4. Carl!
    Na verdade a Nora é autora de romance e ela costuma misturar sempre alguma outra história para ambientar o romance. Aqui ela usou um pouco de ficção.
    Como leio muito os livros da autora, sei bem como é a dinâmica que usa e sinto que não tenha gostado. O fato é que ela é daquele tipo de autora que ou a pessoa ama ou detesta.
    Espero poder ler.
    cheirinhos
    Rudy

  5. Interessante.
    Já ouvi muito sobre Nora Roberts, mas nunca tive contato algum com suas obras, fiquei até surpreso com a nota desta resenha, que está CONDIZENTE SIM com a obra apresentada. O livro parece um compilado de outras historias, com personagens não bem desenvolvidos, confesso que me lembrou bastante aquele filme “guerra mundial z” nesse lance de vírus, contaminação, pessoas imunes etc…
    Aparentemente ela é bem versátil, dança entre gêneros literários, espero que as demais obras sejam condizentes com a fama que a própria carrega.
    Bela Resenha.

  6. Olá, tudo bem? Ao contrário de você eu gostei bastante da obra, acho que o fato de eu não ter lido tantos distopias pode ter somado pontos, pois eu realmente me vi envolvida na trama e já estou ansiando pelo segundo livro.
    Um beijo.

  7. Oi!
    Que pena que não curtiu, sempre ouvi falarem bem da autora, mas nunca parei para conhecer suas obras. Para mim, ela é mais focada em romances, não?!
    Beijocas.

  8. Olá! Nossa, meu balão de empolgação em relação a esse livro até deu uma murchadinha agora (risos), mas nada que me desanime a conferir a história, já conheço a escrita da autora e gosto bastante de como ela consegue entregar tantas histórias sem perder a o fio da meada. Amo distopias e conhecer uma nova história com o toque da Nora vai ser incrível.

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