A GAROTA QUE LÊ NO METRÔ

2 de dezembro de 2020
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1 min de leitura

Como você se sentiria ao ler um livro que te conta como é ler um livro? Na meta linguagem de Christine Féret-Fleury, eu me pego pensando em todos os livros que li até então. Em todas as histórias que me marcaram e, de alguma forma, eu marquei de volta. E, claro, de como tudo aqui que já li faz parte de quem eu sou.

Em A GAROTA QUE LÊ NO METRÔ, Juliette é uma típica jovem adulta em busca do seu propósito na vida. Todos os dias, ela faz a mesma coisa e segue um script metódico. Acordar, tomar café, ler no metrô rumo ao seu trabalho comum em uma imobiliária, para voltar para casa, dormir e começar tudo de novo.

Até que um dia, ela decide pegar um desvio que muda sua vida para sempre. Como o próprio livro não entregou muito sobre as reviravoltas da trama, manterei você, querido leitor ou leitora, no suspense. Saiba que A GAROTA QUE LÊ NO METRÔ é um livro sobre livros, e como eles tem o poder de mudar vidas.

Diria que é uma obra estilo O PEQUENO PRÍNCIPE. Há muito nas entrelinhas. Embora tenha uma escrita simples e com letras grandes, não é um livro tranquilo de se ler. Pelo contrário, é preciso refletir e digerir o que habita em cada uma das páginas. Enquanto leitora, a trama me fez repensar sobre a minha relação com os livros. Como uma colecionadora nata, me peguei pensando em quantas novas histórias poderiam surgir se eu simplesmente me desprender dos meus livros. Confesso que ainda não me sinto pronta para isso, mas vi valor nas pessoas que têm tal atitude e, talvez, quem sabe no futuro eu não possa fazer o mesmo?

São 157 páginas que passam rápido, mas me pego pensando se deveria ser tão rápido assim. Acredito que pelo perfil de leitora que tenho e sou, provavelmente, deixei muita coisa passar por causa da minha ansiedade e do meu hábito de gostar de ler com velocidade. Inclusive, A GAROTA QUE LÊ NO METRÔ foge completamente da minha zona de conforto.

Não é uma obra para todos os tipos de leitores, inclusive, tenho dúvidas se é pra mim. Ainda que seja em formato de história, com uma protagonista, personagens secundários e uma trama que enreda tudo, é muito além do que só ficção. É preciso carinho e paciência para ler e refletir. Nem todos os leitores tem interesse por esse tipo de leitura e está tudo bem.


AUTORA: Christine FÉRET-FLEURY
TRADUÇÃO: Maria de Fátima Oliva do COUTO
EDITORA: Valentina
PUBLICAÇÃO: 2020
PÁGINAS: 157


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Ayllana

Meu nome é Ayllana e dizer "amante de filme Trash" conta pontos positivos para mim, né? Hahaha Nos livros, encontrei quem eu sou. Nos filmes, quem eu gostaria de ser . Nos jogos, a inspiração para continuar tentando mesmo depois de vários GAME OVER. Uma nerd de natureza, vejo nas palavras uma forma de expressar um pouco de mim para vocês. Sejam bem-vindos!

4 Comments Deixe um comentário

  1. Admito que não havia lido ou visto nada sobre o livro, mas é o tipo de livro que me agrada muito.
    Isso de trazer as entrelinhas ali, para que todos possamos interpretar, é algo gostoso, mas realmente, há muito gente que ainda torce o nariz e sim, está tudo certo!
    Com certeza se tiver oportunidade, quero sim, conferir!!!
    Beijo

    • Oii Angela, peço desculpas pela demora para responder.
      Gosto bastante também, mas confesso que às vezes, me sinto meio burra. Não é um estilo de livro que combina muito com o meu perfil rs, gosto de histórias simples.
      Não óbvias, mas simples como um todo, por assim dizer.
      Caso leia, depois conta para a gente se tu gostou 😉
      Beijinhos

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